
O comportamento contagioso do bocejo é um dos grandes mistérios da nossa vida.
A natureza do bocejo resulta tão cativante, que existem múltiplas teorias desenvolvidas a respeito.
Um estudo sobre o cérebro, do governo finlandês, confirmou que o contágio do bocejo é em grande parte inconsciente.
Este novo estudo foi também o primeiro em reconhecer um signo neuro-fisiológico do contágio do bocejo: a desactivação de uma parte do hemisfério esquerdo do cérebro. Esta zona do cérebro foi relacionada com a análise das expressões faciais inconscientes.
Costuma-se bocejar por cansaço, sono ou aborrecimento, mas pode ser em outros momentos.
Ao fazê-lo esticam-se os músculos, lacrimeja-se, saliva-se, abrem-se as trompas de Eustáquio e sucedem outras coisas imprecisas.
O bocejo segue o seu curso durante uma média aproximada de seis segundos, mas a sua duração pode variar entre ao redor de três segundos e meio e superar em muito a média normal.
Não se pode bocejar ao acaso o qual possui uma intensidade característica, por cuja razão não se pode ser contido. Os bocejos chegam em ondas e o intervalo entre um bocejo e outro varia ao redor de 68 segundos.
Todos os animais vertebrados bocejam em maior ou menor intensidade; em algumas espécies mais os machos que as fêmeas (entre humanos ambos sexos com igual frequência). Além dos mamíferos também bocejam os répteis, os peixes, os anfíbios e as aves.
Ainda que todos os vertebrados bocejem, sós os humanos e os chimpanzés têm um bocejo contagioso, por ser duas espécies que desenvolveram uma complexidade social superior ao resto.
Em pessoas esquizofrénicas ou com autismo, que apresentam algum problema na capacidade de comunicação, o bocejo por contágio está praticamente anulado.
Quando vês alguém a bocejar numa sala, a tua resposta instintiva é também bocejar. No entanto, isto não significa que estejam com necessidade de dormir.
Os cientistas descobriram que bocejar é um processo que protege nosso cérebro do sobreaquecimento e que ademais actua como sinal de alerta para outros.
Descobriram que bocejar serve como um mecanismo de esfriamento do cérebro.
Ao longo do dia, o nosso cérebro 'aquece' até ao ponto de queimar, ele só, um terço das calorias que consumimos.
Para conseguir funcionar de forma mais eficiente, o cérebro necessita ser 'arrefecido'. Por isso, quando uma pessoa boceja, incrementa-se instintivamente o fluxo de sangue que contribui para o refrescar.
As experiências demonstraram que o cérebro arrefece através da respiração pelo nariz, já que o apêndice nasal arrefece o ar que o sangue leva ao cérebro.
Se tentarmos reprimir ou evitar, o processo resulta insatisfatório, inclusive incómodo.
Não se pode interromper uma vez iniciado pois possui uma intensidade característica.
É contagiante.
Outras teorias que se propuseram sobre o bocejo são as seguintes:
A teoria fisiológica – De acordo com esta escola de pensamento, os nossos corpos induzem ao bocejo para obter mais oxigénio ou para eliminar o excesso de dióxido de carbono. Esta teoria sustenta-se para explicar por que as pessoas bocejam em grupos. No entanto, a mesma teoria deixa de ser válida quando nos damos conta de que as pessoas não bocejam ao realizar exercícios físicos.
A teoria de Boredom – Ainda que habitualmente bocejamos quando nos aborrecemos ou nos cansamos, esta teoria também nos explica por que bocejamos em público.
A teoria evolutiva – Alguns acham que o contagioso bocejo dos humanos está relacionado com o instinto dos animais de mostrar seus dentes como mostra de intimidação e territorialidade.
A próxima vez que alguém bocejar enquanto tu contas uma história, não te sintas ofendido. Essa pessoa está tentando desesperadamente manter-se alerta. Segundo os psicólogos da Universidade de Albany, em Nova York, o bocejo não se manifesta quando estamos aborrecidos ou a tentar dormir.
Na realidade, o teu corpo está a tratar desesperadamente manter o teu cérebro lúcido e acordado.
Segundo os pesquisadores, um bocejo envia ar fresco ao cérebro, o que nos ajuda a manter-nos em alerta. Portanto, diz o estudo publicado na revista Psicologia Evolutiva, um bocejo atrasa o sono e não o estimula, como alguns pensam.
O desejo que sentimos de bocejar quando os outros o fazem pode ser um mecanismo de grupo para nos ajudar a manter-nos alerta quando enfrentamos perigo.
O facto de bocejar quando se vê a outra pessoa o fazer chama-se ecocinese: imitação involuntária de gestos vistos em outras pessoas.
Na área cirúrgica, quando um paciente boceja, o mais provável é que sua pressão arterial esteja a baixar, quase nunca falha.
Outro factor que leva ao bocejo é a síndrome de abstinência a heroína.
Fonte:http://ocaminhoparaoaugurium.blogspot.com

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